“Quando a selva é pequena de mais para os animais...há álbuns como este para nos agitar.
Estes Macacos são seres praticantes da tecnologia no acto nobre de descrever uma Vida Louca em que o que damos por adquirido é sempre questionável.”
— Davide Pinheiro
“Como os provérbios nunca ficam aquém e há males que vêm por bem, o homem pensa, a máquina executa e a canção nasce. E estas dão-nos forças para acreditar que o caos pode ser inspirador e a rua um lugar seguro para quem quer criar sem imposições. Nos sons e nas palavras de quem faz da lírica a terapia do desconforto. Deles esperamos novidade, frescura e atenção.
Não é Vida Louca que deixa a fome por saciar. O inconformismo nas palavras é conduzido por rotas que nos remetem para uma geração consciente de géneros mas sobretudo consumidora de música em modo shuffle sem medo de importar a bass music, praticar dubstep e drum'n'bass ou prolongar o estado de graça do grime. Nesse apanhado de ritmos, África não podia ser esquecida. Um inesperado kizomba 2.0 constrói uma ponte nunca antes ousada. E porque nesta sinestesia, a liberdade é a avenida central, Qual É o Mal de uma canção de verão? Afinal, as estações do ano comportam-se como o resto do mundo: confusas. Ora alegres, desenhando cenários de luz incandescente, ora relegadas para um lugar escuro descrente de futuro. Mas que não restem dúvidas sobre a conclusão.”
— Davide Pinheiro